terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Ninguém espere que Trump mande a Cavalaria, se MbS deixar-se cercar, por Pepe Escobar

13/1/2018, Pepe Escobar, Information Clearing House

Traduzido Pelo Coletivo Vila Vudu




Seja ou não mero fornecedor de "fatos alternativos", Michael Wolff em seu Fire and Fury tenta entrar dentro da cabeça de Donald Trump enquanto concebia a nova política exterior de Washington para o Oriente Médio.

Nas palavras de Wolff, eis o que pensava o presidente dos EUA.

"Há basicamente quatro atores [ou, pelo menos, se pode esquecer todos os demais], Israel, Egito, Arábia Saudita e Irã" – escreve Wolff no seu recente livro, muito controvertido. "Os três primeiros podem ser unidos contra o quarto.

"E Egito e Arábia Saudita, dado o que desejam relacionado ao Irã – e qualquer coisa a mais, desde que não interfira com interesses dos EUA – pressionarão os palestinos para que façam um acordo" – prossegue Wolff.

Até agora, o que se sabe com certeza é que Henry Kissinger, secretário de Estado e Conselheiro de Segurança Nacional no governo do presidente Richard Nixon, atuava como conselheiro do genro de Trump e seu enviado ao Oriente Médio, Jared Kushner.

Mão do FBI no 'Russia-gate

11/1/2018, Ray McGovern, Consortium News


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


"Além do mais, o tal Russia-gate [como no Brasil o 'processo' inventado de Moro contra Lula] tornou-se tão central no discurso do establishment, que parece já não haver espaço para qualquer revisão ou para desfazer os malfeitos. O ímpeto é tal que alguns Democratas e os grandes veículos da mídia-empresa só fazem soprar mais e mais sobre as mesmas velhas brasas do Russia-gate, na esperança tresloucada de que, ninguém sabe como, o simples alarido acabe por justificar o impeachment de Trump [como CIA fez no Brasil de Dilma, com sucesso notável (NTs)] (...)

Mas o processo sórdido de usar meios legais e de investigação para influenciar resultados políticos, só faz desgastar e comprometer cada vez mais o princípio básico do "Estado de Direito" e a respeitabilidade das mídia-empresas e do jornalismo em geral aos olhos de muitos norte-americanos. Depois de um ano de Russia-gate, o "Estado de Direito" e a "busca da verdade" parecem reduzidos a frases grandiloquentes pintalgadas de latinismos, para mudar o veredito das urnas, processo que os Republicanos e fascistas em geral muitas vezes usaram contra os Democratas e agora parece já ser método universalmente aceito por todos os partidos para castigar adversários políticos, ainda que ninguém consiga encontrar nem um fiapo de prova de coisa alguma" [negritos nossos].


Pronto. Russia-gate já está virando FBI-gate, depois da divulgação oficial de mensagens de texto entre o agente de contrainteligência e língua-frouxa do FBI Peter Strzok e sua namorada muito falante e advogada do FBI Lisa Page. 


Apesar de ter trabalhado como chefe da sessão de contrainteligência do FBI, Strzok teve a ideia ingênua de que mensagens de texto, em telefones do FBI não poderiam ser rastreadas. Strzok deve ter dormido durante a aula "Security 101." Ou talvez estivesse ocupadíssimo trocando mensagens durante a aula. E a namoradinha Page não deve ter gostado de se ter deixado conversar pela ideia dele de que usar os telefones do Bureau seria via segura para levar adiante aquele (e talvez outros) casos amorosos.

Rebatizar ruas: raivosa 'diplomacia' dos EUA

11/1/2018, MK Bhadrakumar, Indian Punchline


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






A embaixada dos Emirados Árabes Unidos ficava numa esquina, na capital turca, Ankara, onde se encontram a Rua 613 e a Avenida 609. Dia 9 de janeiro, o governo turco mudou os nomes, respectivamente para Rua Fahreddin e Avenida Defensor de Medina. A Turquia tomou aquela medida depois de uma discussão entre o ministro do Exterior dos EAU Abdullah bin Zayed al-Nahyan e o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, sintoma das relações difíceis entre os dois países desde o golpe militar no Egito, financiado por Arábia Saudita e EAU, que derrubou o governo eleito da Fraternidade Muçulmana chefiado pelo presidente Mohammed Morsi.

EUA e Israel escalam a guerra híbrida na Síria

9/1/2018, MK Bhadrakumar, Indian Punchline


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A base aérea russa na Síria, Hmeymim, e a base naval em Tartus foram simultaneamente atacadas por drones no sábado. O sistema russo avançado de defesas aéreas conteve o ataque, que veio sob forma de uma onda de 13 drones, e – muito interessante – três deles foram pousados intactos.

Depois de 48 horas de análise detalhada cuidadosa do incidente, o Ministério de Defesa da Rússia em Moscou distribuiu uma declaração, na 2ª-feira:

sábado, 13 de janeiro de 2018

The Saker: Governo Trump tem lado bom, ou: Quando a estupidez ajuda muito!

11/1/2018, The Saker, Unz Review


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Apenas uns poucos dias depois de Donald Trump completar um ano como presidente dos EUA, acho que é razoável dizer que praticamente todo mundo, exceto os neoconservadores e alguns poucos apoiadores incondicionais, sentem-se muito assustados ante o que o ano que passou fez aos EUA e ao planeta. Os que odiavam Trump não o odeiam menos, e os que depositaram alguma esperança em Trump, como eu mesmo, têm hoje de aceitar que nada do que esperaram jamais se materializou. Acho que se imaginarmos um governo Hillary, a palavra "o mal" descreveria bem o que seria tal governo, muito provavelmente.

Por sua vez, se eu tivesse de escolher uma palavra para descrever o governo Trump, pelo menos até hoje, essa palavra teria de ser "estupidez". E nem me darei o trabalho, como planejara, de listar todas as coisas estúpidas que Trump disse e fez desde a posse (os que pensem de outro modo podem parar de ler bem aqui).

Plutarco, Platão e Epiteto: Amar exilados. Amar aprender. Viver desperto.

12/1/2018, sententiaeantiquae @sentantiq [sentenças antigas]

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Plutarco, Consejos politicos sobre el exilio [ing. On Exile 604ª]

"Mas 'exílio' é insulto. Na verdade, só é insulto entre os idiotas que usam como ofensa "homem pobre", "calvo", "baixo" e, por Zeus, "estrangeiro" ou "imigrante". Mas os que não sejam obcecados por assim insultar admiram pessoas boas, sejam pobres, estrangeiras ou exiladas."

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Bolchevismo, real e imaginado

28/12/2017, Jason Schulman, Jacobin Magazine


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Críticos de Lênin gostam de pintá-lo como autoritário feroz e absoluto. Mas esse retrato é falso.

A grande falha do artigo "What Lenin’s Critics Got Right" [Onde os críticos de Lênin acertam] de Mitchell Cohen no número mais recente de Dissent[1]é que repete o que Lars T. Lih, pesquisador independente e autor de Lenin Rediscovered: "What Is To Be Done" In Context [Lênin redescoberto: Que fazer? em contexto] (Haymarket, 2008) e de uma biografia de Lênin (Reaktion Books, 2011), chama de "interpretação pelo padrão de manual escolar" do pensamento de Lênin e, por extensão, de todo o bolchevismo como movimento.