terça-feira, 24 de abril de 2018

O Irã retaliará. Desistam.

23/4/2018, Seyed Mohammad Marandi,* Middle East Eye



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



"A carga do homem branco"[1] – ou talvez, melhor dizendo, "o homem branco que nós carregamos" – foi, provavelmente, o jugo mais pesado de toda a história humana. Perguntado sobre o que pensava sobre a civilização ocidental, consta que Mahatma Gandhi teria respondido que "teria sido boa ideia".

Quando intelectuais ocidentais põem-se a criticar as políticas globais de seus próprios governos, a culpa é sempre descarregada sobre partidos políticos, líderes incapazes, estratégias falhadas, falta de financiamento, de armas ou de "vontade política". Mas avancemos um pouco mais, para considerar se o problema não é mais fundo, mais fundamental – ou se a construção "ocidental" do próprio conhecimento não é, ela mesma, eivada de inadequações as mais lastimáveis.

Tecnologia de mísseis russos tornou obsoleta a Marinha de US$1 tri, dos EUA, por Dmitry Orlov

21/4/2018, Dmitry Orlov, Russia Insider


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Pelos últimos 500 anos, as nações europeias – Portugal, os Países Baixos, Espanha, Grã-Bretanha, França e, por menos tempo, a Alemanha – conseguiram saquear todo o planeta, projetando o próprio poder naval sobre os mares e oceanos. Dado que grande parte da população mundial vive ao longo dos litorais, e muita gente comercia por água, navios armados que chegavam de repente, vindo ninguém sabia de onde, conseguiam pôr populações locais à mercê das próprias armas.

Brontosauro militar financeiramente cataclísmico

 As armadas podiam saquear, impor tributos, punir o desobediente, e na sequência usavam os saques e os tributos para construir mais navios para aumentar o alcance dos respectivos impérios navais. Assim foi possível que um país pequeno, com poucos recursos naturais e poucas vantagens locais nativas, além de intolerância extrema e grande quantidade de doenças contagiosas, dominasse o planeta por meio milênio.

Síria: Relatório de Situação Limpeza das áreas em torno de Damasco – Rumores 'jornalísticos' sobre ADM são preparação para novo ataque dos EUA

20/4/2018, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Depois que o Exército Sírio Árabe liberou Douma, as áreas controladas pelos Takfiri próximas da capital Damasco também foram rapidamente controladas. Os militantes do grupo Jaish al-Islam em Dumayr, nordeste de Damasco, renderam-se sem resistir. Como tem sido a prática usual, osTakfiri foram transferidos para o governorado de Idlib, no noroeste, controlado pela al-Qaeda e outras forças apoiadas pelos turcos. A cidade de Dumayr controla a rodovia Damasco-Bagdá. Estão em andamento conversações de capitulação em Qalamoum Oriental.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Síria, Irã e "caos nas relações internacionais", por Pepe Escobar

19/4/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Mesmo em ambiente geopolítico de pós-verdade em torvelinho, o presidente da Rússia Vladimir Putin dizer ao seu contraparte iraniano, Hassan Rouhani, em conversa telefônica, que qualquer novo ataque ocidental contra a Síria pode "levar ao caos, nas relações internacionais" deve ser visto no mínimo pelo que é: impressionante eufemismo.


Segundo o Kremlin, Putin e Rouhani concordam em que os ataques da entidade que os mais cínicos chamam de F.U.K.U.S. [por aproximação fonética, "Fodam-se EUA"] –, F de França, UK de United Kingdom [Reino Unido] e US de EUA – causaram grave dano às chances de se alcançar qualquer solução política significativa na Síria.

Para entender o estupro do Brasil, em 2016: Estupro da Rússia, nos anos 1990s. Lars Schall entrevista F. William Engdahl (2/2)

Lars Schall (LS) entrevista F. William Engdahl (FWE), autor de Manifest Destiny: Democracy as Cognitive Dissonance [Destino Manifesto: Democracia como cognição dissonante,* sem trad. ao português], transcrição, traduzido do inglês, de The Vineyard of the Saker, Introdução de Pepe Escobar (2/2)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


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Ver também


Para entender o estupro do Brasil, em 2016

Estupro da Rússia, nos anos 1990s 

Lars Schall (LS) entrevista F. William Engdahl (FWE), autor de Manifest Destiny: Democracy as Cognitive Dissonance [
Destino Manifesto: Democracia como cognição dissonante, sem trad. ao português], transcrição, traduzido do inglês, de The Vineyard of the Saker, Introdução de Pepe Escobar (1/2)______________________________




[continuação, a partir de 26"40']
LS: É. Vamos falar sobre isso. É o que se conhece como Terapia de Choque Jeffrey Sachs, ou Terapia de Choque de Harvard.


FWE: Bem, a Terapia de Choque Jeffrey Sachs, mas a Terapia de Harvard é... – Bem, o que aconteceu, a próxima fase dessa história incrível. É importante ter isso em mente e essa é uma das razões pelas quais escrevi o livro, por causa do que estava já claro depois do golpe de estado da CIA em 2014 na Ucrânia e todas as sanções contra a Rússia de Putin e tal.

Para entender o estupro do Brasil, em 2016: Estupro da Rússia, nos anos 1990s. Lars Schall entrevista F. William Engdahl (1/2)

Lars Schall (LS) entrevista F. William Engdahl (FWE), autor de Manifest Destiny: Democracy as Cognitive Dissonance [Destino Manifesto: Democracia como cognição dissonante,* sem trad. ao português], transcrição, traduzido do inglês, de The Vineyard of the Saker (1/2)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

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Ver também
Para entender o estupro do Brasil, em 2016Estupro da Rússia, nos anos 1990s 
Lars Schall (LS) entrevista F. William Engdahl (FWE), autor de Manifest Destiny: Democracy as Cognitive Dissonance [Destino Manifesto: Democracia como cognição dissonante, sem trad. ao português], transcrição, traduzido do inglês, de The Vineyard of the Saker (2/2)______________________________


Introdução
Pepe Escobar


William F. Engdahl é um dos principais analistas geopolíticos do mundo. Seus livros – de Century of War a Full Spectrum Dominance – são absolutamente essenciais para compreender como a nação autodeclarada "excepcional" criou e expandiu seus tentáculos de hegemonia global.


Boa medida para aferir a influência de Engdahl é que por mais que a turma do Departamento de Estado o desqualifique, aqueles suspeitos de sempre leem tudo que ele escreve e não conseguem encontrar argumento que prove que Engdahl errou.


Essa longa entrevista, feita pelo jornalista especializado em finanças Lars Schall é em grande parte dedicada ao Capítulo 3 – "The Rape of Rússia" [O Estupro da Rússia] – do mais recente livro de Engdahl,Manifest Destiny: Democracy as Cognitive Dissonance [port. Destino Manifesto: Democracia como cognição dissonante, sem tradução em português do Brasil (NTs)].


Aqui vocês encontrarão tudo que precisam saber sobre a gênese dos oligarcas russos nos anos 1990s; os negócios sujos da máfia de Yeltsin; tudo sobre o roubo do ouro dos soviéticos, até as operações sujíssimas do irmão mais velho de Bush-pai; a incrível história do ouro de Yamashita; a sujeira dos "cupons de privatização"; o modo como a máfia de Harvard controla a economia russa – até a luta tenaz, duríssima, que o presidente Putin iniciou e combateu ao longo dos anos 2000s para fazer da Rússia uma economia funcional, ao mesmo tempo em que a OTAN continuava a avançar na direção da Rússia.


Como Engdahl observa, se não compreendermos o que aconteceu na Rússia nos anos 1990s é absolutamente impossível contextualizar a incansável campanha de ódio que os neoconservadores e a Think-tank(e)lândia norte-americana movem contra o presidente da Rússia, 24 horas/dia, sete dias por semana.


ATENÇÃO: Em entrevista ao programa Duplo Expresso do dia 16/4/2018, Pepe Escobar comenta o mesmo livro de Engdahl, e o mesmo 3º Capítulo, para dizer o quanto é leitura importantíssima para que se compreenda... o estupro do Brasil, mais ativo a partir de 2016, mas em tudo semelhante ao que foi feito contra a Rússia. A entrevista de Pepe ao Duplo Expresso está aqui. O trecho em que Pepe Escobar fala das semelhanças entre o estupro da Rússia e o estupro do Brasil começa em 27'25" [NTs].


Assim sendo, sente-se, relaxe, curta essa corrida alucinada ladeira abaixo e conserve essa entrevista como referência essencial que você não encontrará em nenhum outro lugar.
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Estupro da Rússia, nos anos 1990s


Lars Schall: Alô, William.

F. William Engdahl: Alô, Lars. Bom estar com você outra vez.


LS: Ótimo tê-lo conosco. Para começar, permita que eu leia algo para você e nossos ouvintes, escrito pelo economista Dean Baker no início do mês.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

É pena, mas... está longe de acabar.

15/4/2018, The Saker, The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu







Comecemos por um rápido sumário dos eventos


·         Há cerca de um mês, Nikki Haley anuncia ao Conselho de Segurança da ONU (CSONU) que os EUA estão prontos para violar as regras daquele próprio Conselho de Segurança da ONU, caso aconteça um ataque químico na Síria.


·         Em seguida os russos anunciaram que têm provas de que estava em preparação, na Síria, um ataque químico de falsa bandeira [o ataque é preparado por um país, para ser atribuído falsamente a outro país].


·         Em seguida começam os boatos de que um ataque químico teria supostamente acontecido (em local cercado e, basicamente, controlado por forças do governo!).


·         A Organização para Proibição de Armas Químicas, OPAQ [ing. OPWC] envia investigadores (apesar de as potências ocidentais insistirem em altos brados que não seria necessário investigar coisa alguma).


·         Na sequência, os anglo-sionistas bombardeiam a Síria.


·         Em seguida, o CSONU recusa-se a condenar a violação de suas próprias regras e decisões.


·         Até que, finalmente, os EUA 'noticiam' um 'ataque perfeito'.

Agora, me digam: alguém sente que a história acima está concluída, que acabou?