segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Para ler Donald Trump - Sobre queimar livros, mas não ideias

14/9/2017, Ariel Dorfman,* Tom Dispatch








Os organizadores da reunião de suprematistas brancos em Charlottesville mês passado sabiam bem o que estavam fazendo quando decidiram carregar tochas em marcha noturna para protestar contra a derrubada de uma estátua de Robert E. Lee. Aquelas chamas dentro da noite visavam a evocar memórias de terror, de marchas passadas movidas a ódio e agressão puxadas pela Ku Klux Klan nos EUA e do Freikorps de Adolf Hitler na Alemanha.

sábado, 16 de setembro de 2017

Quem governa os EUA? 'Elites' em tempos de Trump, por James Petras

5/9/2017, James Petras, The James Petras Website (in Global Research)


Nos últimos meses, vários setores políticos, econômicos e militares concorrentes – ligados a diferentes grupos ideológicos e étnicos – emergiram bem claramente nos centros do poder nos EUA.





"Trump já perdeu em todos os fronts. A 'solução final' ao problema da eleição de Donald Trump está andando passo a passo – rumo ao impeachment do presidente e, possivelmente, com o presidente preso por todos os meios e seja como for.

O que a ascensão e a destruição do nacionalismo econômico na 'pessoa' de Donald Trump nos diz é que o 'sistema político norte-americano', ele todo, não tolerará nenhuma reforma que possa ameaçar a 'elite' imperial globalista que está no poder."

Podem-se identificar alguns dos diretorados chaves que competem entre si e se interconectam na 'elite' do poder dos EUA:

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

11/9 e o insolucionável drama afegão, por Pepe Escobar

13/9/2017, Pepe Escobar, Asia Times

Com o 11/9 sumindo no passado, há hoje duas soluções possíveis para o Afeganistão: uma envolve os EUA; a outra é focada na Ásia.







16 anos depois do 11/9 e do subsequente bombardeio norte-americano que derrubou os Talibã, em que pé estamos?

Osama bin Laden está morto. Al-Qaeda não existe mais no Afeganistão, mas ataca como enxame a província Idlib na Síria, convertida por metástase em Hayat Tahrir al-Sham (HTS), a ex- Frente al-Nusra; 30 mil jihadistas com experiência de combate que absorveram brigadas de outros grupos de "rebeldes moderados". Os Talibã controlam de fato mais de 60% do Afeganistão.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Plano Rússia-China para RPDC: estabilidade, conectividade, por Pepe Escobar

13/9/2017, Pepe Escobar, Asia Times








O presidente chinês Xi Jinping (centro) e sua esposa, Peng Liyuan, recebem o presidente russo, Vladimir Putin, antes de um banquete de jantar durante a Cúpula dos BRICS em Xiamen, província de Fujian, em 4 de setembro de 2017. Foto: AFP / Fred Dufour

Moscou trabalhou incansavelmente construindo acordos que expandam a para o oriente a conectividade eurasiana. A questão é como convencer a RPDC a jogar o jogo.

O resultado de 15x0 no Conselho de Segurança da ONU para impor novo conjunto de sanções à Coreia do Norte de algum modo obscurece o papel crítico desempenhado pela parceria estratégica Rússia-China, a "RC", no núcleo duro do grupo RICS.* 

As novas sanções são duríssimas. Incluem redução de 30% nas exportações de petróleo cru e refinado para a RPDC; ficam proibidas as exportações de gás natural; exportações de tecidos produzidos na Coreia do Norte (que valeram ao país US$760 milhões, em média, ao longo dos últimos três anos); e todo o planeta fica proibido de conceder vistos para trabalhar a cidadãos da RPDC (atualmente, há mais de 90 mil deles trabalhando no exterior).

Enquanto assistíamos à guerra civil fake nos EUA

14/9/2017, Scott Humor, South Front (in The Vineyard of the Saker)








Dia 1º de setembro, assustadores grupos Antifa e Black Blocs que queimaram bandeiras dos EUA, derrubaram monumentos, berraram e espancaram atores de outra crise com longos porretes, já haviam sumido sem deixar traço. Provavelmente, voltaram para a escola.

Fizeram bem feito. Arruinaram o que restava da imagem da esquerda, com nome sujo e olho roxo. Falei com velho amigo meu, chefe de uma organização local de Republicanos, e ele me disse que estão recebendo muitos novos membros, todos ex-Democratas. Acho que é retrato do que está acontecendo em todo o país, e tudo graças ao sangue, suor e outros fluidos corporais de estudantes contratados a $25 por hora, para a agitação estival.

Chineses não são conhecidos por defender nem os próprios interesses, imaginem se defenderão interesses geopolíticos.

O teatro político encenado por Washington em torno da República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) existe só para pressionar a China render-se logo e desistir de Kim Jong-un e aquele povo, e do território, para que a OTAN possa avançar logo para mais perto das fronteiras de China e Rússia.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Melhor levar a sério o desafio sino-russo ao dólar, por F. William Engdahl

13/9/2017, F. William Engdahl, New Eastern Outlook







O sistema monetário internacional de 1944, de Bretton Woods, como foi desenvolvido até o presente tornou-se, dito claramente, o maior obstáculo à paz e à prosperidade do mundo.

Agora, a China, cada vez mais apoiada pela Rússia – as duas grandes nações da Eurásia – começam a dar passos decisivos para criar uma alternativa muito viável à tirania do dólar norte-americano sobre o comércio e as finanças mundiais.

Wall Street e Washington não estão gostando, mas são impotentes para deter o movimento.
__________________



Pouco depois do fim da 2ª Guerra Mundial, o governo dos EUA, aconselhado pelos grandes bancos internacionais de Wall Street, projetou o que muitos interpretam erradamente como um novo padrão ouro. Na verdade, foi um padrão dólar, no qual todas as demais moedas dos países do Fundo Monetário Internacional fixaram o valor das respectivas moedas em relação ao dólar. Em troca, o dólar dos EUA foi ancorado ao ouro, num valor igual ao de 1/35 de uma onça de ouro. Ao mesmo tempo, Washington e Wall Street puderam impor um sistema pelo qual o Federal Reserve ficava com cerca de 75% de todo o ouro monetário mundial, como consequência da guerra e desenvolvimentos a ela relacionados. Bretton Woods estabeleceu o dólar, o qual então se tornou a moeda de reserva do comércio mundial, dos bancos centrais.

A caminho do Armagedom – e rindo, por Paul Craig Roberts

08.09.2017, Paul Craig Roberts, GGN



Tradução de Ruben Bauer Naveira







Os Estados Unidos exibem ao mundo uma face tão ridícula que o resto do mundo se ri de nós.
A mais recente pirueta no tópico “a Rússia fraudou a eleição” é que a Rússia usou o Facebook para influenciar a eleição. Ontem, as mulheres na NPR (N. do T.: agência de difusão de notícias) acabaram ficando sem fôlego.
Nós fomos submetidos a dez meses de propaganda quanto à conspiração eleitoral Trump/Putin, contudo sem até agora sequer uma migalha de evidência. Já passou o tempo de perguntar a pergunta que não é feita: e se evidências houvesse, o que haveria demais nisso? Todo o tipo de grupos de interesse, inclusive governos estrangeiros, tenta influenciar os resultados eleitorais. Por que se aceita que Israel influencie as eleições americanas, mas a Rússia não? Por que você acha que a indústria de armamentos, a indústria de energia, o agronegócio, Wall Street e os bancos, as companhias farmacêuticas etc., etc., aportam somas fabulosas de dinheiro para financiar campanhas eleitorais, se a sua intenção não é a de influenciar a eleição? Por que as editorias escrevem editoriais endossando um dado candidato e esculhambando outro, se não estão elas influenciando a eleição?