quarta-feira, 23 de maio de 2018

Washington, DC: Mergulho ao fundo do pântano-mãe de todos os pântanos

22/5/2018, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Há um ano, Trump jurou fidelidade com as mãos postas sobre o Globo Wahhabista, a lâmpada que governa todos eles:

"O juramento prestado à estrela wahhabita da morte foi parte da cerimônia de inauguração do potemkinesco "Centro Global para Combate contra a Ideologia Extremista" [ing.Global Center for Combating Extremist Ideology" em Riad.
...
Os saudistas montaram todo o teatro para induzir Trump, pela vaidade, a lutar em nome deles, contra o Irã. Esperam ter comprado a obediência de Washington."



Campanha contra seus rivais locais, Qatar e Iran. Trump apoiou fortemente a campanha saudita anti-Qatar, até que o Pentágono informou Trump que o Qatar hospeda a maior base aérea dos EUA em todo o Oriente Médio, que não pode ser mudada de lá de repente, de um momento para outro.

Teerã examina caminho adiante, depois da saída unilateral dos EUA, do Acordo Nuclear, por Pepe Escobar

21/5/2017, Pepe Escobar, Asia Times [2ª Carta de Teerã]

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Irã considera passar a fazer todo seus negócios e trocas comerciais em euros e yuan, em momento de plena incerteza sobre se Bruxelas pode desafiar a lei de dominação dos EUA e impedir possíveis sanções



A saída do governo Trump, do acordo nuclear iraniano [Joint Comprehensive Plan of Action (JCPOA)], monopolizou os mais altos níveis do governo em Teerã em tempo integral, desde que a decisão foi anunciada dia 9 de maio.

O primeiro-ministro Mohammad Javad Zarif, que se reuniu ontem com o chefe de energia da União Europeia Miguel Arias Canete, reiterou que não bastam meras palavras de apoio dos europeus. A comissão conjunta do JCPOA reúne-se em Viena na próxima 6ª-feira para analisar as opções à frente.

Relatório da guerra na Síria: Exército Árabe Sírio liberta área rural de Damasco


'Estado Islâmico' em retirada (EUA e França instalam-se)
21/5/2018, South Front (c/vídeo, 26", e mapa, ing.)



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O Exército Árabe Sírio (EAS) e aliados estão muito próximos de estabelecer pleno controle sobre a área rural ao sul de Damasco. O EAS já libertou todo o distrito de al-Hajar al-Aswad e o restante da área.


Dia 19 de maio, o EAS e os militantes remanescentes do 'Estado Islâmico' acordaram um cessar-fogo na área. Dia 20 de maio, vários ônibus entraram na área, sinalizando que o 'Estado Islâmico' estava disposto a se render. Dia seguinte, 21 de maio, membros do 'Estado Islâmico' começaram a deixar a área.

"Neonorteamericanismo": não passa de trumpismo reduzido a netanyahuísmo, por Alastair Crooke

21/5/2018, Alastair Crooke, Strategic Culture Foundation



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



A declaração do presidente dos EUA dia 8 de maio (sobre sair do Acordo Nuclear Iraniano, ing. JCPOA) impõe que todos revisemos fundamentalmente o que tínhamos como definição do trumpismo. No início do mandato, disseminara-se amplamente a ideia de que o trumpismo estaria apoiado em três principais pilares: (1) que os custos com os quais os EUA tinham de arcar para manter toda a parafernália do Império (i.e. vigiar e punir quem infringisse a ordem global policiada pelos EUA) eram simplesmente altos e injustos demais (especialmente porque não garantiam a defesa e porque o resto do mundo só dividia os custos quando coagido a fazê-lo); (2) que os empregos dos norte-americanos haviam sido roubados dos EUA e teriam de ser recuperados mediante mudanças nas regras do comércio; e (3) que, para fazer as necessárias mudanças, se aplicariam táticas de A Arte da Negociação.

domingo, 20 de maio de 2018

Eleições no Iraque: Nacionalistas repudiam EUA e Irã

18/5/2018, Daniel Larison,* The American Conservative



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Os iraquianos elegeram nas urnas um antigo inimigo dos EUA. Washington não gostará desse resultado.

As eleições parlamentares do Iraque, no início da semana passada, causaram inesperado choque aos observadores internacionais, quando a coalizãoSairoon (Avançar) liderada pelo clérigo xiita Muqtada al-Sadr obteve maioria dos assentos com voto do Parlamento iraquiano. O sucesso de Sadr e de seus aliados comunistas são duro revide contra o atual governo e refletiu a insatisfação generalizada dos iraquianos contra seus políticos atuais. Loulouwa al-Rachid, do Centro Carnegie para o Oriente Médio, chamou o evento de "triunfo dos marginalizados". A Aliança Fatah, de Hadi al-Amiri, ligada às Forças de Mobilização Popular e alinhada com o Irã, ficou com o segundo lugar. A coalizão Nasr (Vitória), liderada pelo atual primeiro-ministro Haider al-Abadi, ficou em terceiro.

Trump atropela A Arte do Negócio e muda tudo, por Alastair Crooke

14/5/2018, Alastair Crooke, Strategic Culture Foundation


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Nahum Barnea, em coluna para o Yedioth Ahronoth expõe bem claramente o jogo subterrâneo entre Israel e Irã (do qual Trump é acessório empenhado): depois de se retirar do Acordo Nuclear do Irã [ing. JCPOA], Trump ameaçará despejar tempestade de "fogo e fúria" sobre Teerã, caso os iranianos ataquem diretamente Israel. Enquanto isso, se espera que Putin contenha o Irã para que não ataque Israel a partir do território sírio – o que deixará Netanyahu livre para mudar as regras do jogo pelas quais Israel pode atacar e destruir forças do Irã em qualquer ponto da Síria (não só na área de fronteira), quando bem entender, sem medo de retaliação.

sábado, 19 de maio de 2018

Hassan Nasrallah: "Trump só cuida de interesses de Israel e dos EUA"


14/5/2018, Beirute. Na comemoração do 2º aniversário da morte do comandante Said Mustafa Badredine, do Hezbollah [excerto]



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




[...] Depois dessa introdução devotada ao nosso bem-amado comandante [o mártir Said Moustafa Badreddine], morto na Síria no dia 13/5/2016], falemos sobre questões com as quais, incidentalmente, ele esteve relacionado.

O primeiro ponto – Serei o mais breve possível [nos três pontos dos quais quero falar hoje, a saber: a retirada dos EUA do acordo nuclear iraniano; a confrontação entre Síria e Israel; e os eventos na Palestina ocupada].